domingo, 20 de setembro de 2009

Santos e Botafogo, carentes por craques

Santos e Botafogo fazem neste domingo um duelo que desmerece a história do que foi o maior clássico dos anos 60. Pelo menos para Alexandre Martins em seu blog. Eu concordo com ele.
Craques como Garrincha, Nilton Santos, Pelé, Pepe e tantos outros fizeram grandes jogos por Botafogo e Santos naquele tempo de Futebol Memorável. Mais recentemente Túlio Maravilha, Gonçalves, Geovani, Robinho e Diego assumiram esse legado. Hoje, os torcedores de Santos e Botafogo têm que aturar a péssima pontaria do santista Kléber Pereira e ter um zagueiro como candidato a craque do time - Juninho, no caso do Botafogo.

A situação no Campeonato Brasileiro também não faz jus à história gloriosa dos alvinegros em questão. O Fogão, 18º colocado, é sério candidato a trilhar no ano que vem, o mesmo caminho do Vasco neste ano: a Série B. Já o Peixe não está em situação tão crítica, mas a inconstância parece companheira fiel ao longo da competição. Na 10º posição na tabela e com um time fraco, a equipe ainda alimenta o sonho de participar da Libertadores em 2010. Veja a classificação.

Como o presente não é tão feliz quando se trata de Santos e Botafogo, o jeito é recorrer ao passado para encontrar momentos que possam ser lembrados com orgulho pelos torcedores. E quando se fala em orgulho nesse duelo, se fala em Pelé e Garrincha. O site do jornal O Globo aponta, com toda razão, a dupla como a maior da História do futebol. A matéria foi escrita no aniversário de 50 anos da parceria, no dia 18 de maio de 1958, data da primeira partida em que jogaram juntos. A dupla jamais foi derrotada enquanto vestiu a mesma camisa.

Garrincha era chamado de "Anjo das pernas tortas" graças a sua perna esquerda seis centímetros menor que a direita. As duas pernas do gênio ainda era curvadas para a direita. Há quem diga que a distrofia favorecia o craque porque o marcador, sempre chamado de "João" pelo Mané, não conseguia prever o balé que os desconsertantes dribles criavam.

Já Pelé dispensa apresentações. O atleta do século - doa ao argentino que doer - era "perseguido" pela camisa 10. Naquela época o craque de algum time não necessariamente vestia a camisa 10 como costuma acontecer hoje. Mas Pelé sempre teve intimidade com o número. Jogando pelo Santos usava a 10 porque era meia esquerda e esse era o número fixo para a posição. Pela Seleção Brasileira chegou a usar a camisa 9 nos primeiros jogos, mas acabou ficando com a 10 num episódio bastante interessante. Durante a Copa de 58 a delegação brasileira não enviou para a organização da competição a numeração das camisas. Graças a isso, um agente da FIFA distribuiu aleatoriamente números para os jogadores da seleção. Por ironia dos deuses do futebol, Pelé acabou ficando com a 10 e não largou mais.

Além de grandes craques, o clássico Santos X Botafogo também apresentou belíssimos duelos. O maior deles: a final do Campeonato Brasileiro de 1995. A decisão foi marcada por uma figura que não jogou nem pelo Santos e nem pelo Botafogo, o juiz Márcio Resende de Freitas. Com uma péssima atuação, o árbitro anulou gol(s) incorretamente e validou gol(s) irregular(es). Se foi gol ou gols depende da interpretação de cada um. Mas o que é consenso é que a performance do hoje comentarista de arbitragem da TV Globo foi lamentável. Recorde nos vídeos abaixo, as polêmicas do juizão (os vídeos foram produzidos por torcedores).












O Botafogo ganhou o título depois de vencer por 2X1 no Maracanã e empatar em 1x1 na Vila Belmiro. O goleiro do Santos era Edinho, filho de Pelé.

Nenhum comentário:

Postar um comentário